Links sobre a corrida



Wilson Silveira Luiz

Enfrentando anualmente grandes dificuldades para realizar a mais tradicional corrida pedestre de Araraquara e Região, Daniel Rodrigues-(Zinho), está anunciando para o próximo dia 31 à noite, mais uma prova de Santo Onofre.

Estarão presentes alguns renomados pedestrianistas do Estado e de outras regiões do Brasil.






Santo Onofre: a tradição araraquarense dos 6 km: http://www.infocidades.com.br/index.php?id=456

Santo Onofre: a tradição araraquarense dos 6 km

Vanessa Cusumano

Engana-se quem pensa que o circuito nacional de atletismo de fim de ano conta apenas com a célebre paulistana Corrida de São Silvestre. Há outra: a Corrida de Santo Onofre, que já é tradição em Araraquara há 24 anos. Organizada pelo comerciante Daniel Marcos Rodrigues, o Zinho, - que é proprietário de um bar - e realizada todo dia 31 de dezembro, a competição atrai esportistas de todo o Brasil. Atletas do Rio do Janeiro, Brasília, São Paulo, Londrina e Campinas disputam a famosa prova com corredores de Araraquara e região. Fique por dentro de como tudo aconteceu!

A história toda começou numa tarde de dezembro de 1980 em frente ao bar do Zinho, na Rua Gonçalves Dias, esquina com a Av. Cristóvão Colombo. Estavam lá, claro, o Zinho, seu ajudante, o garoto Dario de Lima, e um habitual freqüentador do lugar, Adail Pinto Mendes. De repente, Osvaldo Peixoto, o Bahia, velho conhecido do pessoal, passou correndo na frente do bar. Bahia estava com pressa de voltar pra casa e acabou chamando a atenção de Adail, que, zombando do amigo apressado, disse que o bateria numa competição. Zinho, então, desafiou Adail, dizendo que ele sequer ganharia de Dario numa corrida em volta do quarteirão (o menino tinha apenas 12 anos de idade). O desafio foi aceito. Nascia a Corrida de Santo Onofre.

O percurso combinado seria o seguinte: os três - Dario, Adail e Bahia - sairiam pela Cristóvão Colombo, dobrariam a Nove de Julho, depois a São Geraldo e, finalmente, chegariam ao ponto de partida na Gonçalves Dias, no bar.

Adail estava em grande vantagem logo nos primeiros 100 metros. Zinho, achando estranho que um garoto perdia para um senhor, questionou Dario, que lhe mostrou a nota de mil cruzeiros dada pelo adversário, a fim que este ganhasse a disputa, o que acabou acontecendo de fato.

Tradição – Dias depois da primeira competição, Adail, afirmando que sua especialidade eram as longas distâncias, marcou uma nova corrida valendo uma caixa de cerveja. O prêmio chamou a atenção de outros fregueses do bar, que acabaram entrando na festa. A nova disputa aconteceria no mesmo horário da São Silvestre. O vencedor? Adail Pinto Mendes.

O curioso é que a corrida demorou a ganhar um nome. Por uma decisão um tanto quanto peculiar dos freqüentadores do bar, o evento foi batizado com o nome do padroeiro dos beberrões: Santo Onofre.

Nos primeiros 6 anos, o trajeto da Santo Onofre era o seguinte: os competidores saíam do Bar do Zinho, seguiam pela Av. Cristóvão Colombo, subiam a Nove de Julho até a Francisco Aranha do Amaral, passavam pela Av. 36 e desciam a Gonçalves Dias até o ponto de partida, num total de 1400 metros.

Como é hoje - Atualmente, vigora o seguinte percurso: partindo do Bar, passando pela Gonçalves Dias até a esquina com a Cristóvão Colombo, seguindo até a Av. 7 de Setembro, indo até a Nove Julho, depois até a Av. Francisco Aranha do Amaral, Av. Jorge Biller Teixeira, Alameda Rogério Pinto Ferraz, Rua Américo Brasiliense, Av. Prof. Jorge Corrêa e Gonçalves Dias até o Bar do Zinho, totalizando 6 km.

Como forma de controle, o regulamento determina a distribuição de senhas que comprovam a passagem dos corredores em dois pontos do trajeto: na esquina da Nove de Julho com a 7 de Setembro e da Av. Jorge Biller com a Alameda Rogério Pinto Ferraz.

A prova é dividida em 10 categorias: Geral; Mini, para crianças de 8 a 12 anos; Feminino, para corredoras acima de 16 anos; Mirim, de 13 a 15 anos, Juvenil, de 16 a 20 anos; Livre, de 21 a 35 anos; Semi-Veterano, de 36 a 45 anos; Veterano, de 46 a 55 anos; Master, de 56 a 65 anos, e Super Master, para corredores acima de 66 anos.

Nas categorias Mini e Feminino, os corredores que se classificam entre o 1º e 5º lugar recebem troféus e brindes. Já dentro das outras categorias, os prêmios são distribuídos entre os três primeiros lugares.

Quem foi Santo Onofre?
 
Quem trouxe a história deste santo eremita, que viveu no Egito nos séculos IV e V, foi um abade chamado Pafúncio. Santo Onofre foi um daqueles ilustres eremitas que, escondidos nas florestas de Tebaída, nos tempos dos imperadores Constâncio e Valente, apoiavam em segredo, com as orações e a austeridade da penitência, a fé da Igreja, combatida pelos Arianos e defendida por Santo Atanásio.

Quando criança, Onofre e seu pai, o rei da Pérsia, caminharam durante anos pelo deserto até chegarem a um mosteiro.

O tempo passou e, ouvindo os monges falarem entre si que a vida espiritual de eremita era a mais perfeita, Onofre meditou e teve vontade de abraçá-la. Secretamente, arranjou um pouco de comida, que poderia matar-lhe a fome por uns dias e, sem comunicar o seu plano a ninguém, deixando o mosteiro de noite, encaminhou-se pelas encostas das montanhas. Prosseguiu o seu caminho pelas florestas, até que chegou a um horrível deserto, contornado de altas montanhas. Debaixo de uma delas encontrou uma caverna, na qual passou a morar.

Ele se alimentava de raízes de ervas e tâmaras. A vida que levava o tinha desfigurado de tal modo que quando São Pafúncio, autor da narração de sua vida, o encontrou pela primeira vez, não sabia se estava vendo à sua frente um animal extravagante ou um homem, pois estava coberto da cabeça aos pés de longos cabelos. Tinha mais aspecto de uma fera do que de uma criatura humana. Somente na cintura usava uma cinta feita de folhas de árvores e de ervas. Viveu no deserto quase 70 anos, sem ter tido comunicação com os homens.

Vencedores da 24º Corrida de Santo Onofre

Geral: Antônio Carlos Limeira, de Matão (veja segunda foto ao longo do texto)
Feminino
: Joseana Lúcia Tobias, de Catanduva 
(veja foto que abre a matéria)
Mini
: Márcio da Silva Oliveira, de Araraquara
Mirim: Israel da Silva Baffa, de São Carlos
Juvenil: Carlos Eduardo de Moura Lima, de Catanduva
Livre: Cláudio César Pereira, de Descalvado
Semi-Veterano: Manoel Leandro da Silva Freitas, de Américo Brasiliense
Veterano: Sebastião Alves, de Descalvado
Master: Antônio Silva, de São Carlos
Super Master: José Ciconi, de Araraquara 


contato: vanessa@infocidades.com.br

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